Periódico
Um periódico é uma publicação, normalmente sobre assuntos específicos, editada com determinada regularidade temporal.
Essas publicações podem estar formatadas como jornais, revistas, boletins ou mesmo em meio eletrônico, em CD's ou sítios da internet. Para ser considerada um periódico a publicação deve ser impressa com uma certa periodicidade, daí a sua designação, normalmente sendo semanal, quinzenal, mensal, bimestral, semestral ou anual.
Amailson Aragão
quinta-feira, 29 de março de 2012
Introdução
A NBR 6023:2000 da ABNT, baseada nas normas ISO 690:1987 e ISO
690/2:1997, que substitui a norma anterior NBR 6023:1989, trata da normati-
zação no âmbito da documentação e referências bibliográficas.
A própria norma especifica:
A ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas é o Fórum
Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de
responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organis-
mos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de
Estudo (ABNT/CE), formadas por representantes dos setores envolvi-
dos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (univer-
sidades, laboratórios e outros).
Ainda que sujeitas a críticas e discordâncias, são essas normas o parâme-
tro oficial obrigatório, no Brasil, para todos os envolvidos em atividades cien-
tíficas, técnicas ou acadêmicas. Elas são internacionais, e estão em vigor nos
meios técnicos, científicos e acadêmicos de todos os países do mundo e não há
como ignorá-las, mesmo discordando ou criticando as falhas existentes em
sua elaboração.
A NBR 6023, de agosto de 2000:
• fixa a ordem dos elementos das referências bibliográficas;
• estabelece convenções para a transcrição e apresentação dos ele-
mentos das referências bibliográficas.
ESPECIFICIDADES DAS INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
A referência bibliográfica pode aparecer:
• inteiramente incluída no texto;
• parte no texto, parte em nota de rodapé;
• em nota de rodapé ou de fim de texto;
• em lista bibliográfica, sinalética ou analítica;
• encabeçando resumos ou recensões.
Se inteiramente incluída no texto, a referência aparece entre parênteses,
logo a seguir a uma transcrição direta ou indireta, ou logo após a citação do
nome de um autor. Se redigida parte no texto e parte em nota de rodapé, apa-
rece no texto o nome do autor e no rodapé o nome da obra e os elementos de im-
prenta. Se composta no rodapé ou no final do capítulo, ou da parte, ou de todo o
texto, aparece no texto um número que remete ao texto da nota. Se composta
em lista bibliográfica, sinalética ou analítica, há um número que remete a
uma lista numerada, com as indicações referenciais bibliográficas. Pode, ainda,
aparecer impressa no início de um texto, como resumos e recensões, ou numa
listagem, ordenada alfabeticamente pelo sobrenome, ao final de uma obra.
São elementos essenciais de uma referência:
• autor(es);
• título e subtítulo (quando houver);
• edição;
• local;
• editora;
• data da publicação.
Os elementos complementares nas referências a livros são:
• ilustrador;
• tradutor;
• revisor;
• adaptador;
• compilador;
• número de páginas;
• volume;
• ilustrações;
• dimensões;
• série editorial ou coleção;
• notas (mimeografadas, no prelo; não publicado, título original);
• ISBN (International Standard Book Numbering);
• índice.
Nos trabalhos acadêmicos, costumeiramente são indicados apenas os
elementos essenciais; os documentos mais utilizados nas bibliografias desses
trabalhos, de modo geral, são:
• livro;
• capítulo de livro;
• dissertação de mestrado;
• tese de doutorado;
• revista;
• artigo de jornal;
• arquivos eletrônicos;
• filme de vídeo.
A norma NBR 6023:2000 inclui na classificação de monografia:
• livro;
• folheto;
• teses;
• dissertações;
• manual;
• guia;
• catálogo;
• enciclopédia;
• dicionário etc.
Tratar todos esses documentos da mesma forma que monografias signifi-
ca adotar o mesmo padrão de disposição dos elementos referenciados.
ELEMENTOS ESSENCIAIS
Os elementos essenciais para a referência desses documentos são:
• autor: SOBRENOME em maiúsculas, vírgula, Nome com as iniciais
em maiúsculas ou abreviadamente, apenas as iniciais. Ponto;
• título da obra: itálico, grifado ou sublinhado, ponto. Quando há sub-
título, deve ser antecedido de dois pontos, sem grifo. Considera-se grifo
o emprego de qualquer tipo diferenciado: bold, itálico, outro tipo de
escrita;
• edição: indica-se a edição a partir da segunda, em números arábicos,
sem ordinal e a palavra edição de forma abreviada: 2. ed.;
• local da publicação: o nome da cidade não pode ser abreviado. Caso
existam cidades com o mesmo nome em Estados ou países diferentes,
anota-se o Estado ou país, seguindo-se dois pontos;
• editora: o nome da editora aparece após os dois pontos, sem a razão
social, parentescos etc. (Companhia, S.A., Ltda., Filhos & Irmãos, Sons,
Livraria, Papelaria etc.). Admite-se a abreviatura para algumas delas:
FGV (Fundação Getulio Vargas), Edusp (Editora da Universidade de São
Paulo), Difel (Difusão Européia do Livro). Exemplo:
J. Olympio e não Editora José Olympio Ltda.
• data: o ano da publicação deve ser grafado com algarismos arábicos, sem
ponto no milhar, antecedido de vírgula e seguido de ponto. Se for absolu-
tamente impossível identificar a data, anota-se a data aproximada entre
colchetes.
Observações:
• na impossibilidade de encontrar informações sobre o local e o editor da
publicação, ainda que seja no final do livro, na contracapa ou no prefácio,
emprega-se a notação S.l. (ausência do local) e s.n. [sine nomine] (ausên-
cia do editor);
• o alinhamento é feito pela margem esquerda, deixando-se um
espaço horizontal entre uma referência e outra;
• o subtítulo não deve ser destacado (itálico, grifo ou sublinha);
• número de volumes da obra deve ser indicado após a data e o ponto final,
com a palavra volume abreviada: 2 v; não confundir 2 v (dois volumes)
com v. 2 (volume 2); a indicação de volume é feita com algarismos
arábicos;
• quando há dois ou três autores, os nomes são separados pelo ponto-
e-vírgula; se há mais de três autores, após o primeiro é acrescentada
a expressão latina et al. (e outros), sem destaque;
• nome do autor de várias obras não deve ser repetido, mas substituí-
do por um traço equivalente a seis espaços, seguido de ponto.
PONTUAÇÃO
Para a NBR 6023:2000:
A pontuação segue padrões internacionais e deve ser uniforme
para todas as referências. As abreviaturas devem ser conforme a
NBR 10522.
A norma segue padrões internacionais de pontuação, em lugar do siste-
ma de pontuação da Língua Portuguesa.
Ponto. Os vários elementos da referência bibliográfica (nome do autor, título
da obra, notas tipográficas [imprenta], notas bibliográficas e notas especiais)
devem ser separados entre si por ponto seguido de dois espaços.
BOSSA, Nadia A. Dificuldades de aprendizagem: o que são? Como tratá-las.
Porto Alegre: Artmed, 2000.
Ponto-e-vírgula. Serve para separar nomes de autores de uma obra e editoras
de diferentes localidades.
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de
Lourdes Trassi. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 13. ed.
São Paulo: Saraiva, 1999.
HESSEN, Johannes. Teoria do conhecimento. Tradução de António Cor-
reia. 7. ed. Coimbra: Arménio Amado; São Paulo: Martins Fontes, 1979.
(Studium.)
Dois-pontos. Serve para separar título de subtítulo, local de editora e depois
da expressão latina In.
SALLES, Cecília Almeida. Crítica genética: uma (nova) introdução. São
Paulo: Educ, 2000.
PORTELA, Eduardo. O grito do silêncio. In: LISPECTOR, Clarice. A hora
da estrela. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1977.
Quando são duas as editoras, elas são separadas por dois-pontos:
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo:
Imprensa Oficial: Unesp, 1999.
Vírgula. Serve para separar sobrenome de nome, editora de data de publicação.
PRAZ, Mario. A carne, a morte e o diabo na literatura romântica. Tradução
de Philadelpho Menezes. São Paulo: Unicamp, 1996.
Parênteses. A nota especial de série e coleção tradicionalmente é apresen-
tada entre parênteses.
GUIMARÃES, Elisa. A articulação do texto. 3. ed. São Paulo: Ática, 1993.
(Princípios, 182.)
NUNES, Benedito. O tempo na narrativa. São Paulo: Ática, 1988.
(Fundamentos.)
FIGUEIREDO, Fidelino de. História da literatura realista: 1871-1900. 2.
ed. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1924. (Biblioteca de Estudos Histó-
ricos Nacionais, 5.)
Hífen. As páginas iniciais e finais das partes referenciadas, assim como os
limites de determinado período da publicação, são separadas por hífen. Exemplo:
p. 12-23.
período 1950-1968.
Barra transversal. A barra transversal é usada para separar nome de meses e
as datas a que se refere a publicação. Exemplo:
jun./ago.
São Paulo, Secretaria da Agricultura, 1999/2000.
Colchetes. Os colchetes são utilizados para indicar elementos que não figu-
ram na obra referenciada. Exemplo:
São Paulo: Atlas, [1958].
DESTAQUE
Estabelece a NBR 6023:2000:
O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado para desta-
car o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um
mesmo documento.
A Norma ocupa-se de estabelecer um padrão: o uso do negrito (bold) em uma
referência deve ser repetido em todas as outras. Se se optar pelo itálico, deve-se
proceder da mesma forma em todas as referências. A sublinha é pouco utilizada,particularmente com a difusão dos microcomputadores e do programa Word do
Windows.
Emprega-se o versal (todas as letras em caixa alta) nos sobrenomes dos
autores individuais, nos nomes das entidades coletivas, nos títulos de perió-
dicos quando constituírem a entrada da referência. Exemplo:
SÜSSEKIND, Flora.
BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO.
BRASIL. Ministério da Fazenda.
REVISTA BRASILEIRA DE ESTATÍSTICA.
TRATADOS ECONÔMICOS INTERNACIONAIS.
Nas referências a parte de obra, a indicação da obra principal, precedida
do In, segue a mesma norma.
LAFETÁ, João Luiz. A representação do sujeito lírico na Paulicéia desvai-
rada. In: BOSI, Alfredo. Leitura de poesia. São Paulo: Ática, 1996. p. 53-76.
A letra maiúscula é utilizada na primeira letra de cada palavra dos títu-
los das séries e nos nomes das entidades coletivas e de editores. Exemplo:
Ministério da Educação e Cultura.
Coleção Documentos Brasileiros.
Fundação Calouste Gulbenkian.
O destaque (itálico, ou bold) é utilizado nos títulos das obras e de periódicos
quando não iniciam a referência.
LESSING, G. E. Laocoonte: ou sobre as fronteiras da pintura e da poesia.
São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura: Iluminuras, 1998. 318 p.
Nas palavras latinas e abreviaturas de domínio comum, é desnecessário
o uso do itálico em sua utilização. Exemplos:
a. C.
Apud
Cf.
cit.
e. g.
et al.
et seq.
i. e.
Ibidem
Idem
Idc.
In
Op. cit.
passim
q. v.
COMO REFERENCIAR UM LIVRO
A Norma indica como elementos desse tipo de referência: nome do autor,
título da obra, subtítulo, se houver, edição (da segunda em diante), local, edi-
tora, ano da publicação, número do volume, se a obra tem mais de um volume.
1. Com um autor somente:
IANNACE, Ricardo. A leitora Clarice Lispector. São Paulo: Edusp, 2001.
2. Com dois autores:
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto: leitura
e redação. São Paulo: Ática, 1990.
3. Com três autores:
FRAISSE, Emmanuel; POMPOUGNAC, Jean-Claude; POULAIN, Martine.
Representações e imagens da leitura. São Paulo: Ática, 1997.
4. Com quatro ou mais autores:
DUBOIS, J. et al. Retórica geral. Tradução de Carlos Felipe Moisés, Duílio
Colombini e Elenir de Barros. São Paulo: Cultrix, 1974.
5. Referência a obra com título e subtítulo:
AGUIAR, Joaquim Alves de. Espaços da memória: um estudo sobre Pedro
Nava. São Paulo: Edusp, 1998.
6. Referência a obra com mais de uma edição:
CANDIDO, Antonio.Vários escritos. 3. ed. São Paulo: Duas Cidades, 1995
7. Referência a obra com mais de um volume:
VIEIRA, Antônio. Sermões. Organização de Alcir Pécora. São Paulo: He-
dra, 2001. 2 v.
8. Referência a obra de uma série ou coleção:
CARA, Salete de Almeida. A recepção crítica: o momento parnasiano-
simbolista no Brasil. São Paulo: Ática, 1983. (Ensaios, 98.)
9. Referência a obra com mais de uma editora:
PROUST, Marcel. Nas trilhas da crítica. São Paulo: Edusp: Imaginário,
1994.
10. Referência a obra traduzida:
HESÍODO. Os trabalhos e os dias. Tradução de Mary de Camargo Neves
Lafer. São Paulo: Iluminuras, 1991.
11. Referência a obra realizada por organizador:
ROCHA, Angela da; MELLO, Renato Cotta de (Org.).Marketing de serviços:
casos brasileiros. São Paulo: Atlas, 2000.
Observar que as abreviaturas Org., Coord., Dir. servem tanto para singular
como para plural. Essas expressões não devem ser pluralizadas.
12. Referência a obra com direção:
GOMES, Álvaro Cardoso. A literatura portuguesa em perspectiva: simbolis-
mo, modernismo. Direção de Massaud Moisés. São Paulo: Atlas, 1994. v. 4.
13. Referência a obra realizada sob coordenação:
CHANLAT, Jean-François (Coord.). O indivíduo na organização: dimen-
sões esquecidas. Organização da edição brasileira de Ofélia de Lanna
Sette Tôrres. São Paulo: Atlas, 1996. v. 3.
8.7 COMO REFERENCIAR TESE DE DOUTORADO O esquema é:
SOBRENOME, Nome do autor. Ponto. Título da obra [em destaque].
Ponto. Ano da defesa. Ponto. Número de folhas [uso da abreviatura f.].
Ponto. Tipo de documento [monografia, dissertação, tese] (Mestrado ou
COMO ELABORAR REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 159doutorado em... [área de interesse]). Traço. Nome da faculdade. Ponto.
Nome da instituição [universidade], vírgula, local.
1. Tese de doutorado:
BOSSA, Nadia Aparecida. Fracasso escolar: um sintoma da contempora-
neidade revelando a singularidade. 2000. 248 f. Tese (Doutorado em Educa-
ção) Faculdade de Educação da USP. Universidade São Paulo, São Paulo.
2. Dissertação de mestrado:
SAVIANI, Nereide. Função técnica e função política do supervisor em Edu-
cação. 1981. 448 f. Dissertação (Mestrado em Educação) Faculdade de
Educação. Pontifícia Universidade Católica, São Paulo.
Observar que a Norma estabelece que depois da data de publicação se co-
loque como informação complementar o número de folhas e não de páginas.
É relevante observar que o ano, em relação à Norma anterior, foi desloca-
do para depois do título da obra, e fica entre pontos e é seguido pelo número de
folhas da tese.
8.8 COMO REFERENCIAR PARTE DE MONOGRAFIA
A Norma trata como monografia os livros de modo geral.
Inclui capítulo, volume, fragmento e outras partes de uma obra com
autor(es) e/ou título próprios.
A NBR 6023:2000 estabelece:
7.2.2 Os elementos essenciais são: autor(es), título, subtítulo (se
houver) da parte, seguidos da expressão In:, e da referência completa
da monografia no todo. No final da referência, deve-se informar a pagi-
nação ou outra forma de individualizar a parte referenciada.
1. Capítulo de livro:
COMPAGNON, Antoine. O leitor. In: _________. O demônio da teoria:
literatura e senso comum. Tradução de Cleonice Paes Barreto Mourão.
Belo Horizonte: Editora UFMG, 1999. cap. 4, p. 139-164.
Observações:
• SOBRENOME (vírgula);
• nome (ponto);
• título da parte referenciada sem nenhum destaque (ponto);
• expressão latina In (dois-pontos);
• traço de seis toques, indicativo de que o autor da parte referenciada é o
mesmo do livro (ponto);
• título da obra em destaque (dois-pontos porque neste caso segue um sub-
título);
• subtítulo, sem nenhum destaque (ponto);
• a expressão tradução de, seguida do nome do tradutor (ponto);
• nome e sobrenome do tradutor (ponto);
• local (dois-pontos);
• editora (vírgula);
• data da publicação (ponto);
• abreviatura da expressão capítulo, seguida de seu número (vírgula);
• número das páginas iniciais e finais da parte referenciada.
2. Parte de autoria diferente:
Se a parte referenciada não tem o mesmo autor do livro, procede-se da
seguinte forma:
BARATA, Maria do Rosário Themudo. Portugal e a Europa na época moder-
na. In: TENGARRINHA, José (Org.). História de Portugal. Bauru: Edusc;
São Paulo: Unesp; Portugal: Instituto Camões, 2000. cap. 7, p. 105-126.
Observações:
• SOBRENOME (vírgula);
• nome (ponto);
• título da parte referenciada sem nenhum destaque (ponto);
• expressão latina In (dois-pontos);
• nome do autor do livro. No caso é um organizador (ponto);
• abreviatura da expressão organizador (Org.) entre parênteses, com ini-
cial maiúscula (ponto);
COMO ELABORAR REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 161• título da obra em destaque (ponto);
• local (dois-pontos);
• editora (vírgula). (Observar que são vários os locais porque várias as
editoras);
• data da publicação (ponto);
• abreviatura da expressão capítulo, seguida de seu número (vírgula);
• número das páginas iniciais e finais da parte referenciada.
MONOGRAFIA EM MEIO ELETRÔNICO
Estabelece a NBR 6023:2000:
7.3.1 Os elementos essenciais para referenciar monografias ou
partes de monografias, obtidas em meio legível por computador são:
autor(es), título/subtítulo (da parte e/ou da obra como um todo), dados
da edição, dados da publicação (local, editor, data), nos mesmos pa-
drões recomendados para os modelos apresentados em 7.1 e 7.2. Em
seguida, devem-se acrescentar as informações relativas à descrição
física do meio ou suporte.
São, portanto, elementos essenciais para referenciar monografias ou
partes de monografias em meio eletrônico:
• autor(es);
• título/subtítulo (da parte e/ou da obra como um todo);
• dados da edição;
• dados da publicação: local, editor, data;
• informações relativas à descrição física do meio ou suporte.
Estabelece ainda a Norma:
7.3.2 Quando se tratar de obras consultadas on line, são essenciais
as informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os si-
nais < >, precedido da expressão Disponível em: e a data de acesso
ao documento, precedida da expressão Acesso em:.
1. Referência a enciclopédia:
INSTRUPEDIA: your interactive encyclopedia of instrumentation.
Microsoft Windows 95. Microsoft Corporation, 1993-1996. 1 CD-ROM.
2. Referência a parte de monografia:
OLIVE, Joseph P. The talking computer. In: HALs legacy: 2001s
computer as dream and reality. [Cambridge]: MIT Press, 1997. cap. 6.
Disponível em: .
Acesso em: 17 maio 1997.
8.10 PUBLICAÇÃO PERIÓDICA
A Norma estabelece:
Inclui a coleção como um todo, fascículo ou número de revista, volu-
me de uma série, número de jornal, caderno etc. na íntegra, e a matéria
existente em um número, volume ou fascículo de periódico (artigos
científicos de revistas, editoriais, matérias jornalísticas, seções, repor-
tagens etc.).
Portanto:
• coleção na totalidade;
• fascículo;
• número de revista;
• volume de uma série;
• número de jornal;
• caderno;
• matéria existente em um número;
• volume ou fascículo de periódicos;
• artigos científicos de revistas, editoriais, matérias jornalísticas,
seções, reportagens.
1. Coleção de revista:
IOB INFORMAÇÕES OBJETIVAS. Textos Legais. São Paulo: IOB,
2000. Mensal. Índice trimestral.
2. Artigo de revista institucional:
A Norma refere-se aos periódicos de instituições.
COMO ELABORAR REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 163Não se entende o uso de hífen depois do nome da revista, que a Norma
traz no exemplo.
MORHY, Lauro. A ciência no Brasil. UnB Revista-Revista da Universidade
de Brasília, Brasília, edição especial, jul. 2000.
VIEIRA, Sandra Medeiros. Uma pequena história do livro. Ciência Hoje das
Crianças: Revista de Divulgação Científica para Crianças-Revista da SBPC,
São Paulo, ano 13, nº 104, jul. 2000. ISSN 0103-2054.
3. Artigo de revista:
TOLEDO, Roberto Pompeu de. O carnaval como o juízo final. Veja, edição
1739, ano 35, nº 7, p. 142, 20 fev. 2002.
4. Artigo e/ou matéria de jornal:
São elementos essenciais:
• autor(es) (se houver);
• título;
• subtítulo (se houver);
• título do jornal;
• local de publicação;
• data de publicação;
• seção;
• caderno ou parte do jornal;
• paginação correspondente.
ALVES, Rubem. Sobre moluscos e homens. Folha de S. Paulo, São Paulo,
17 fev. 2002, p. A3.
5. Artigo de revista publicado eletronicamente:
SOUZA, Ailton Elisário de. Penhora e avaliação. Dataveni@, Campina
Grande, ano 4, nº 33, jun. 2000. Disponível em: . Acesso em: 31 jul. 2000.
Matéria de revista não assinada, publicada eletronicamente:
PROCURADORES do caso Eduardo Jorge vão depor no Senado. Veja
On-line, São Paulo, 7 ago. 2000. Disponível em: .
Acesso em: 12 ago. 2000.
164 NATUREZA DO CONHECIMENTO E DO MÉTODO CIENTÍFICO7. Matéria de jornal assinada, publicada eletronicamente:
BETING, Joelmir. Volta por cima. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 9 mar.
2001. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2001.
8. Matéria de jornal não assinada, publicada eletronicamente:
DIRETOR diz que revista se baseou em três fitas. O Estado de S. Paulo, São
Paulo, 9 mar. 2001. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2001.
As referências de documentos eletrônicos seguem, em geral, o modelo de
referências bibliográficas, acrescentando-se informações relativas à descri-
ção física do meio ou suporte.
Para as obras consultadas on-line são essenciais as informações sobre o ende-
reço eletrônico, apresentado entre , precedido da expressão: Disponí-
vel em: e a data de acesso ao documento, precedida da expressão: Acesso em:
Exemplos:
MUELLER, S. P. M. A pesquisa na formação do bibliotecário. Disponí-
vel em: . Acesso em: 9 ago. 2000.
8.11 TRABALHO APRESENTADO EM CONGRESSO
Para referenciar trabalhos apresentados em Congresso, seguir o modelo
exposto a seguir:
FIGUEIREDO, Carlos. A linguagem racista no futebol brasileiro. In: IV
CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DO ESPORTE, LAZER E
E D U C A Ç Ã O F Í S I C A . R i o d e J a n e i r o , 1 9 6 8 . D i s p o n í v e l e m :
. Acesso
em: 14 abr. 2000.
8.12 LESGISLAÇÃO
A NBR 6023:2000 estabelece:
7.7.1.1 Compreende a Constituição, as emendas constitucionais e
os textos legais infraconstitucionais (lei complementar e ordinária,
medida provisória, decreto em todas as suas formas, resolução do
COMO ELABORAR REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 165Senado Federal) e normas emanadas das entidades públicas e priva-
das (ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço, instrução
normativa, comunicado, aviso, circular, decisão administrativa, entre
outros).
São elementos essenciais:
• jurisdição ou cabeçalho da entidade;
• título;
• numeração;
• data;
• ementa;
• dados de publicação.
1. Constituição Federal:
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Bra-
sil. 16. ed. São Paulo: Atlas, 2000. Organizada por Alexandre de Moraes.
2. Emenda Constitucional:
BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº .... , de ... de
.......... de 199.... Dá nova redação ao art. ... da Constituição Federal,
alterando e inserindo parágrafos. São Paulo: Atlas, 2000.
3. Medida Provisória:
BRASIL. Medida Provisória nº ............, de .... de .............. de 200 ..... Esta-
belece ..................................................................., e dá outras providências.
Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, ........2001. Seção 1,
p. ......
4. Decreto:
BRASIL. Decreto nº 71.790, de 31 jan. 1993. Institui o Ano Nacional de
Turismo e dá outras providências.
5. Código:
BRASIL. Código civil. Organização de Sílvio de Salvo Venosa. São Paulo:
Atlas, 1993.
166 NATUREZA DO CONHECIMENTO E DO MÉTODO CIENTÍFICO6. Jurisprudência (decisões judiciais):
BRASIL. Tribunal Regional Federal. Região .... Apelação cível nº .........
Apelante: ....... Apelada: .......... Relator: .......... São Paulo, ...............
2001. São Paulo, ..........., v. ...., nº .........., p. ........., ........ 2001.
BRASIL. Suplemento Tribunal Federal. Súmula nº .... Não é admis-
sível por ato administrativo restringir..... São Paulo: Atlas, 2001.
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
Fonte: http://www.comunicacaoecrise.com/pdf/Normas%20ABNT.pdf
Citação é uma menção de informações extraídas de outra fonte com a intenção de apoiar uma hipótese, sustentar uma idéia ou ilustrar um raciocínio.
Toda citação deve ter ao final do trabalho uma referencia bibliográfica com a intenção de identificar o autor citado e para facilitar a busca do leitor à obra citada no texto, existem dois modos para informar a autoria das citações, o primeiro modo é o sistema autor-data, no qual se escreve o sobrenome do autor e em seguida a data de sua publicação. E ao final do trabalho relacionam-se as referências completas em ordem alfabética. Outro sistema é o sistema numérico, neste sistema a indicação da fonte do texto é realizada por uma numeração única que remete a uma lista de referências ao final do trabalho, as referências são organizadas em ordem crescente.
Existem também dois tipos de citação, a citação direta e a citação indireta. A citação direta ocorre quando se copia parte do texto escrito pelo autor usando as exatamente as mesmas palavras do autor da obra pesquisada pesquisa. E a citação indireta ocorre quando usamos nossas próprias palavras para expressar o que o autor da pesquisa quis dizer.
A citação direta pode ter até três linhas, mais de três linhas ou pode ter seus trechos omitidos. Na citação direta com até três linhas deve ser inserida no parágrafo e entre aspas duplas. Já quando tem mais de três linhas deve ser destacada, pulando uma linha e com tamanho da fonte menor que a utilizada e não são utilizadas aspas. Ou existem também as citações com trechos omitidos, são normalmente trechos acompanhados por reticências entre colchetes e sem mudar a idéia do autor citado.
Uma observação importante é: existe um fio entre a citação e o plágio, uma obra com muitas citações do mesmo autor, com citações muito grandes, ou uma obra inteira com a idéia do autor citado, pode ser um caso de plágio. O plagio é crime pelo código penal brasileiro, com pena de detenção de três meses a um ano, ou multa.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Tipos de Pesquisa Científica
Pesquisa teórica: dedicada a estudar teorias;
Pesquisa metodológica: se ocupa dos modos de fazer ciência;
Pesquisa empírica: dedicada a codificar a face mensurável da realidade social;
- Pesquisa prática: voltada para intervir na realidade social.
Quanto à natureza:
- Trabalho científico original: pesquisa realizada pela
primeira vez e contribui para a evolução da ciência
- Resumo de assunto: dispensa a originalidade, sem
no entanto perder o rigor científico.
Quanto aos objetivos:
Pesquisa exploratória:
- Proporcionar maior familiaridade com o problema
- Levantamento bibliográfico ou entrevistas
- Pesquisa bibliográfica ou estudo de caso;
Pesquisa descritiva:
- Fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem interferência do
pesquisador;
- Uso de técnicas padronizadas de coleta de dados
(questionário e observação sistemática)
Pesquisa explicativa:
- Identificar fatores para a ocorrência dos fenômenos;
- Ciências naturais: método experimental; ciências
sociais: método observacional.
Quanto a forma de abordagem:
Pesquisa quantitativa:
- Traduz em números as opiniões e informações para serem classificadas e analisadas;
- Utilizam-se técnicas estatísticas.
- Utilizam-se técnicas estatísticas.
Pesquisa qualitativa:
- É descritiva;
- As informações obtidas não podem ser quantificáveis;
- Os dados obtidos são analisados indutivamente;
- A interpretação dos fenômenos e a atribuição de
significados são básicas no processo de pesquisa
qualitativa.
Ciência X Senso comum
A ciência é qualquer conhecimento ou prática adquirido através de pesquisas que confirmem a veracidade do conhecimento alcançado, tornando-a diferente do saber popular, este não tendo nenhuma pratica confirmando sua veracidade. O senso comum é baseado em crenças, nos sentidos e nas tradições, é composto de observações feitas através da vida em sociedade, e do conhecimento adquirido com o tempo, podendo assim trazer conhecimentos preconceituosos ou com pouca veracidade sobre determinado assunto. Apesar de suas limitações o senso comum é fundamental para a em sociedade, onde às vezes é preciso se defender rápido, ou evitar certas situações. Há tempos existia uma barreira enorme entre os que acreditavam na ciência e os adeptos ao senso comum, gerando grande discórdia entre os dois lados, hoje essa briga já é bem mais amena, a ciência explica muitos fatos antes apenas escondidos no conhecimento popular, como algumas ervas que os índios usavam para curar doenças e hoje em dia viraram remédio, que nem mesmo os índios podem comprar, em contrapartida, há coisas que o conhecimento comum não prevê, como grandes catástrofes enquanto há tempo de salvar possíveis vitimas.
Conhecimento Científico
A necessidade de conhecer é inseparável do homem desde que ele viu a importância de entender o mundo para melhor se confrontar no meio em que vive. No primeiro momento se limitou a conhecimentos que atendesse suas necessidades imediatas, sendo que no segundo momento, procurou compreender as complexidades que o angustiava, desenvolvendo assim meios que o ajudou na capacidade de solucionar os problemas. O conhecimento cientifico teve como inicio as ciências naturais, que obteve resultados positivos em suas pesquisas, baseando-se na observação da natureza em suas modificações. Logo depois surgem as pesquisas sobre a ciência humana, sua base era a necessidade de explicações mais rigorosas sobre a existência. Ambas podem sofrer alterações e revisão de seus padrões. O conhecimento científico prova e explica a realidade dos fatos, trazendo consigo superioridade tornando-se diferente dos outros conhecimentos. Suas pesquisas exigem muita atenção, organização e consiste em atingir a racionalidade e objetividade. O conhecimento científico é muito importante para a sociedade, pois é a partir de suas experiências que o homem chega ao conhecimento das modificações social e tecnológica. Firmando assim o saber e colocando em prova as estruturas permanentes, por tanto o acesso ao conhecimento é necessário para o conhecimento. A investigação científica é especializada: é resultado da focagem científica. Apesar da unidade do método científico, a sua aplicação depende, em grande parte, do assunto; isto explica a multiplicidade de técnicas e a relativa independência dos diversos setores da ciência. O conhecimento científico é claro e preciso: os seus problemas são perceptíveis, os seus resultados são claros. A ciência torna preciso o que o senso comum conhece de maneira nebulosa. O conhecimento científico é comunicável: é expressável, não é privado, mas público. A linguagem científica comunica informações a quem quer que tenha sido preparado para a entender. O conhecimento científico é verificável: deve passar pelo exame da experiência. Para explicar um conjunto de modificações, o cientista cria suposições fundadas no saber adquirido. As suas suposições podem ser prudentes ou audaz, simples ou complicadas; em todo o caso, devem pôr-se à prova. A ciência é aberta: não reconhece barreiras a priori, que limitem o conhecimento: Se o conhecimento fático não é refutável em princípio, então não pertence à ciência, mas a algum outro campo. As noções acerca do nosso meio natural ou social, ou acerca do nosso eu, não são finais; estão todas em movimento, todas são falíveis. Sempre é possível que possa surgir uma nova situação (novas informações ou novos trabalhos teóricos) em que as nossas idéias, por firmemente estabelecidas que pareçam, se revelem inadequadas em algum sentido. A ciência carece de axiomas evidentes; inclusive, os princípios mais gerais e seguros são postulados que podem ser corrigidos ou substituídos. Em virtude do caráter hipotético dos enunciados de leis, e da natureza perfectível dos dados empíricos, a ciência não é um sistema dogmático e fechado, mas controvertido e aberto. Ou melhor, a ciência é aberta como sistema, porque é falível, por conseguinte, capaz de progredir.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
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