quinta-feira, 29 de março de 2012
Introdução
A NBR 6023:2000 da ABNT, baseada nas normas ISO 690:1987 e ISO
690/2:1997, que substitui a norma anterior NBR 6023:1989, trata da normati-
zação no âmbito da documentação e referências bibliográficas.
A própria norma especifica:
A ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas é o Fórum
Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de
responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organis-
mos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de
Estudo (ABNT/CE), formadas por representantes dos setores envolvi-
dos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (univer-
sidades, laboratórios e outros).
Ainda que sujeitas a críticas e discordâncias, são essas normas o parâme-
tro oficial obrigatório, no Brasil, para todos os envolvidos em atividades cien-
tíficas, técnicas ou acadêmicas. Elas são internacionais, e estão em vigor nos
meios técnicos, científicos e acadêmicos de todos os países do mundo e não há
como ignorá-las, mesmo discordando ou criticando as falhas existentes em
sua elaboração.
A NBR 6023, de agosto de 2000:
• fixa a ordem dos elementos das referências bibliográficas;
• estabelece convenções para a transcrição e apresentação dos ele-
mentos das referências bibliográficas.
ESPECIFICIDADES DAS INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
A referência bibliográfica pode aparecer:
• inteiramente incluída no texto;
• parte no texto, parte em nota de rodapé;
• em nota de rodapé ou de fim de texto;
• em lista bibliográfica, sinalética ou analítica;
• encabeçando resumos ou recensões.
Se inteiramente incluída no texto, a referência aparece entre parênteses,
logo a seguir a uma transcrição direta ou indireta, ou logo após a citação do
nome de um autor. Se redigida parte no texto e parte em nota de rodapé, apa-
rece no texto o nome do autor e no rodapé o nome da obra e os elementos de im-
prenta. Se composta no rodapé ou no final do capítulo, ou da parte, ou de todo o
texto, aparece no texto um número que remete ao texto da nota. Se composta
em lista bibliográfica, sinalética ou analítica, há um número que remete a
uma lista numerada, com as indicações referenciais bibliográficas. Pode, ainda,
aparecer impressa no início de um texto, como resumos e recensões, ou numa
listagem, ordenada alfabeticamente pelo sobrenome, ao final de uma obra.
São elementos essenciais de uma referência:
• autor(es);
• título e subtítulo (quando houver);
• edição;
• local;
• editora;
• data da publicação.
Os elementos complementares nas referências a livros são:
• ilustrador;
• tradutor;
• revisor;
• adaptador;
• compilador;
• número de páginas;
• volume;
• ilustrações;
• dimensões;
• série editorial ou coleção;
• notas (mimeografadas, no prelo; não publicado, título original);
• ISBN (International Standard Book Numbering);
• índice.
Nos trabalhos acadêmicos, costumeiramente são indicados apenas os
elementos essenciais; os documentos mais utilizados nas bibliografias desses
trabalhos, de modo geral, são:
• livro;
• capítulo de livro;
• dissertação de mestrado;
• tese de doutorado;
• revista;
• artigo de jornal;
• arquivos eletrônicos;
• filme de vídeo.
A norma NBR 6023:2000 inclui na classificação de monografia:
• livro;
• folheto;
• teses;
• dissertações;
• manual;
• guia;
• catálogo;
• enciclopédia;
• dicionário etc.
Tratar todos esses documentos da mesma forma que monografias signifi-
ca adotar o mesmo padrão de disposição dos elementos referenciados.
ELEMENTOS ESSENCIAIS
Os elementos essenciais para a referência desses documentos são:
• autor: SOBRENOME em maiúsculas, vírgula, Nome com as iniciais
em maiúsculas ou abreviadamente, apenas as iniciais. Ponto;
• título da obra: itálico, grifado ou sublinhado, ponto. Quando há sub-
título, deve ser antecedido de dois pontos, sem grifo. Considera-se grifo
o emprego de qualquer tipo diferenciado: bold, itálico, outro tipo de
escrita;
• edição: indica-se a edição a partir da segunda, em números arábicos,
sem ordinal e a palavra edição de forma abreviada: 2. ed.;
• local da publicação: o nome da cidade não pode ser abreviado. Caso
existam cidades com o mesmo nome em Estados ou países diferentes,
anota-se o Estado ou país, seguindo-se dois pontos;
• editora: o nome da editora aparece após os dois pontos, sem a razão
social, parentescos etc. (Companhia, S.A., Ltda., Filhos & Irmãos, Sons,
Livraria, Papelaria etc.). Admite-se a abreviatura para algumas delas:
FGV (Fundação Getulio Vargas), Edusp (Editora da Universidade de São
Paulo), Difel (Difusão Européia do Livro). Exemplo:
J. Olympio e não Editora José Olympio Ltda.
• data: o ano da publicação deve ser grafado com algarismos arábicos, sem
ponto no milhar, antecedido de vírgula e seguido de ponto. Se for absolu-
tamente impossível identificar a data, anota-se a data aproximada entre
colchetes.
Observações:
• na impossibilidade de encontrar informações sobre o local e o editor da
publicação, ainda que seja no final do livro, na contracapa ou no prefácio,
emprega-se a notação S.l. (ausência do local) e s.n. [sine nomine] (ausên-
cia do editor);
• o alinhamento é feito pela margem esquerda, deixando-se um
espaço horizontal entre uma referência e outra;
• o subtítulo não deve ser destacado (itálico, grifo ou sublinha);
• número de volumes da obra deve ser indicado após a data e o ponto final,
com a palavra volume abreviada: 2 v; não confundir 2 v (dois volumes)
com v. 2 (volume 2); a indicação de volume é feita com algarismos
arábicos;
• quando há dois ou três autores, os nomes são separados pelo ponto-
e-vírgula; se há mais de três autores, após o primeiro é acrescentada
a expressão latina et al. (e outros), sem destaque;
• nome do autor de várias obras não deve ser repetido, mas substituí-
do por um traço equivalente a seis espaços, seguido de ponto.
PONTUAÇÃO
Para a NBR 6023:2000:
A pontuação segue padrões internacionais e deve ser uniforme
para todas as referências. As abreviaturas devem ser conforme a
NBR 10522.
A norma segue padrões internacionais de pontuação, em lugar do siste-
ma de pontuação da Língua Portuguesa.
Ponto. Os vários elementos da referência bibliográfica (nome do autor, título
da obra, notas tipográficas [imprenta], notas bibliográficas e notas especiais)
devem ser separados entre si por ponto seguido de dois espaços.
BOSSA, Nadia A. Dificuldades de aprendizagem: o que são? Como tratá-las.
Porto Alegre: Artmed, 2000.
Ponto-e-vírgula. Serve para separar nomes de autores de uma obra e editoras
de diferentes localidades.
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de
Lourdes Trassi. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 13. ed.
São Paulo: Saraiva, 1999.
HESSEN, Johannes. Teoria do conhecimento. Tradução de António Cor-
reia. 7. ed. Coimbra: Arménio Amado; São Paulo: Martins Fontes, 1979.
(Studium.)
Dois-pontos. Serve para separar título de subtítulo, local de editora e depois
da expressão latina In.
SALLES, Cecília Almeida. Crítica genética: uma (nova) introdução. São
Paulo: Educ, 2000.
PORTELA, Eduardo. O grito do silêncio. In: LISPECTOR, Clarice. A hora
da estrela. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1977.
Quando são duas as editoras, elas são separadas por dois-pontos:
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo:
Imprensa Oficial: Unesp, 1999.
Vírgula. Serve para separar sobrenome de nome, editora de data de publicação.
PRAZ, Mario. A carne, a morte e o diabo na literatura romântica. Tradução
de Philadelpho Menezes. São Paulo: Unicamp, 1996.
Parênteses. A nota especial de série e coleção tradicionalmente é apresen-
tada entre parênteses.
GUIMARÃES, Elisa. A articulação do texto. 3. ed. São Paulo: Ática, 1993.
(Princípios, 182.)
NUNES, Benedito. O tempo na narrativa. São Paulo: Ática, 1988.
(Fundamentos.)
FIGUEIREDO, Fidelino de. História da literatura realista: 1871-1900. 2.
ed. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1924. (Biblioteca de Estudos Histó-
ricos Nacionais, 5.)
Hífen. As páginas iniciais e finais das partes referenciadas, assim como os
limites de determinado período da publicação, são separadas por hífen. Exemplo:
p. 12-23.
período 1950-1968.
Barra transversal. A barra transversal é usada para separar nome de meses e
as datas a que se refere a publicação. Exemplo:
jun./ago.
São Paulo, Secretaria da Agricultura, 1999/2000.
Colchetes. Os colchetes são utilizados para indicar elementos que não figu-
ram na obra referenciada. Exemplo:
São Paulo: Atlas, [1958].
DESTAQUE
Estabelece a NBR 6023:2000:
O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado para desta-
car o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um
mesmo documento.
A Norma ocupa-se de estabelecer um padrão: o uso do negrito (bold) em uma
referência deve ser repetido em todas as outras. Se se optar pelo itálico, deve-se
proceder da mesma forma em todas as referências. A sublinha é pouco utilizada,particularmente com a difusão dos microcomputadores e do programa Word do
Windows.
Emprega-se o versal (todas as letras em caixa alta) nos sobrenomes dos
autores individuais, nos nomes das entidades coletivas, nos títulos de perió-
dicos quando constituírem a entrada da referência. Exemplo:
SÜSSEKIND, Flora.
BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO.
BRASIL. Ministério da Fazenda.
REVISTA BRASILEIRA DE ESTATÍSTICA.
TRATADOS ECONÔMICOS INTERNACIONAIS.
Nas referências a parte de obra, a indicação da obra principal, precedida
do In, segue a mesma norma.
LAFETÁ, João Luiz. A representação do sujeito lírico na Paulicéia desvai-
rada. In: BOSI, Alfredo. Leitura de poesia. São Paulo: Ática, 1996. p. 53-76.
A letra maiúscula é utilizada na primeira letra de cada palavra dos títu-
los das séries e nos nomes das entidades coletivas e de editores. Exemplo:
Ministério da Educação e Cultura.
Coleção Documentos Brasileiros.
Fundação Calouste Gulbenkian.
O destaque (itálico, ou bold) é utilizado nos títulos das obras e de periódicos
quando não iniciam a referência.
LESSING, G. E. Laocoonte: ou sobre as fronteiras da pintura e da poesia.
São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura: Iluminuras, 1998. 318 p.
Nas palavras latinas e abreviaturas de domínio comum, é desnecessário
o uso do itálico em sua utilização. Exemplos:
a. C.
Apud
Cf.
cit.
e. g.
et al.
et seq.
i. e.
Ibidem
Idem
Idc.
In
Op. cit.
passim
q. v.
COMO REFERENCIAR UM LIVRO
A Norma indica como elementos desse tipo de referência: nome do autor,
título da obra, subtítulo, se houver, edição (da segunda em diante), local, edi-
tora, ano da publicação, número do volume, se a obra tem mais de um volume.
1. Com um autor somente:
IANNACE, Ricardo. A leitora Clarice Lispector. São Paulo: Edusp, 2001.
2. Com dois autores:
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto: leitura
e redação. São Paulo: Ática, 1990.
3. Com três autores:
FRAISSE, Emmanuel; POMPOUGNAC, Jean-Claude; POULAIN, Martine.
Representações e imagens da leitura. São Paulo: Ática, 1997.
4. Com quatro ou mais autores:
DUBOIS, J. et al. Retórica geral. Tradução de Carlos Felipe Moisés, Duílio
Colombini e Elenir de Barros. São Paulo: Cultrix, 1974.
5. Referência a obra com título e subtítulo:
AGUIAR, Joaquim Alves de. Espaços da memória: um estudo sobre Pedro
Nava. São Paulo: Edusp, 1998.
6. Referência a obra com mais de uma edição:
CANDIDO, Antonio.Vários escritos. 3. ed. São Paulo: Duas Cidades, 1995
7. Referência a obra com mais de um volume:
VIEIRA, Antônio. Sermões. Organização de Alcir Pécora. São Paulo: He-
dra, 2001. 2 v.
8. Referência a obra de uma série ou coleção:
CARA, Salete de Almeida. A recepção crítica: o momento parnasiano-
simbolista no Brasil. São Paulo: Ática, 1983. (Ensaios, 98.)
9. Referência a obra com mais de uma editora:
PROUST, Marcel. Nas trilhas da crítica. São Paulo: Edusp: Imaginário,
1994.
10. Referência a obra traduzida:
HESÍODO. Os trabalhos e os dias. Tradução de Mary de Camargo Neves
Lafer. São Paulo: Iluminuras, 1991.
11. Referência a obra realizada por organizador:
ROCHA, Angela da; MELLO, Renato Cotta de (Org.).Marketing de serviços:
casos brasileiros. São Paulo: Atlas, 2000.
Observar que as abreviaturas Org., Coord., Dir. servem tanto para singular
como para plural. Essas expressões não devem ser pluralizadas.
12. Referência a obra com direção:
GOMES, Álvaro Cardoso. A literatura portuguesa em perspectiva: simbolis-
mo, modernismo. Direção de Massaud Moisés. São Paulo: Atlas, 1994. v. 4.
13. Referência a obra realizada sob coordenação:
CHANLAT, Jean-François (Coord.). O indivíduo na organização: dimen-
sões esquecidas. Organização da edição brasileira de Ofélia de Lanna
Sette Tôrres. São Paulo: Atlas, 1996. v. 3.
8.7 COMO REFERENCIAR TESE DE DOUTORADO O esquema é:
SOBRENOME, Nome do autor. Ponto. Título da obra [em destaque].
Ponto. Ano da defesa. Ponto. Número de folhas [uso da abreviatura f.].
Ponto. Tipo de documento [monografia, dissertação, tese] (Mestrado ou
COMO ELABORAR REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 159doutorado em... [área de interesse]). Traço. Nome da faculdade. Ponto.
Nome da instituição [universidade], vírgula, local.
1. Tese de doutorado:
BOSSA, Nadia Aparecida. Fracasso escolar: um sintoma da contempora-
neidade revelando a singularidade. 2000. 248 f. Tese (Doutorado em Educa-
ção) Faculdade de Educação da USP. Universidade São Paulo, São Paulo.
2. Dissertação de mestrado:
SAVIANI, Nereide. Função técnica e função política do supervisor em Edu-
cação. 1981. 448 f. Dissertação (Mestrado em Educação) Faculdade de
Educação. Pontifícia Universidade Católica, São Paulo.
Observar que a Norma estabelece que depois da data de publicação se co-
loque como informação complementar o número de folhas e não de páginas.
É relevante observar que o ano, em relação à Norma anterior, foi desloca-
do para depois do título da obra, e fica entre pontos e é seguido pelo número de
folhas da tese.
8.8 COMO REFERENCIAR PARTE DE MONOGRAFIA
A Norma trata como monografia os livros de modo geral.
Inclui capítulo, volume, fragmento e outras partes de uma obra com
autor(es) e/ou título próprios.
A NBR 6023:2000 estabelece:
7.2.2 Os elementos essenciais são: autor(es), título, subtítulo (se
houver) da parte, seguidos da expressão In:, e da referência completa
da monografia no todo. No final da referência, deve-se informar a pagi-
nação ou outra forma de individualizar a parte referenciada.
1. Capítulo de livro:
COMPAGNON, Antoine. O leitor. In: _________. O demônio da teoria:
literatura e senso comum. Tradução de Cleonice Paes Barreto Mourão.
Belo Horizonte: Editora UFMG, 1999. cap. 4, p. 139-164.
Observações:
• SOBRENOME (vírgula);
• nome (ponto);
• título da parte referenciada sem nenhum destaque (ponto);
• expressão latina In (dois-pontos);
• traço de seis toques, indicativo de que o autor da parte referenciada é o
mesmo do livro (ponto);
• título da obra em destaque (dois-pontos porque neste caso segue um sub-
título);
• subtítulo, sem nenhum destaque (ponto);
• a expressão tradução de, seguida do nome do tradutor (ponto);
• nome e sobrenome do tradutor (ponto);
• local (dois-pontos);
• editora (vírgula);
• data da publicação (ponto);
• abreviatura da expressão capítulo, seguida de seu número (vírgula);
• número das páginas iniciais e finais da parte referenciada.
2. Parte de autoria diferente:
Se a parte referenciada não tem o mesmo autor do livro, procede-se da
seguinte forma:
BARATA, Maria do Rosário Themudo. Portugal e a Europa na época moder-
na. In: TENGARRINHA, José (Org.). História de Portugal. Bauru: Edusc;
São Paulo: Unesp; Portugal: Instituto Camões, 2000. cap. 7, p. 105-126.
Observações:
• SOBRENOME (vírgula);
• nome (ponto);
• título da parte referenciada sem nenhum destaque (ponto);
• expressão latina In (dois-pontos);
• nome do autor do livro. No caso é um organizador (ponto);
• abreviatura da expressão organizador (Org.) entre parênteses, com ini-
cial maiúscula (ponto);
COMO ELABORAR REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 161• título da obra em destaque (ponto);
• local (dois-pontos);
• editora (vírgula). (Observar que são vários os locais porque várias as
editoras);
• data da publicação (ponto);
• abreviatura da expressão capítulo, seguida de seu número (vírgula);
• número das páginas iniciais e finais da parte referenciada.
MONOGRAFIA EM MEIO ELETRÔNICO
Estabelece a NBR 6023:2000:
7.3.1 Os elementos essenciais para referenciar monografias ou
partes de monografias, obtidas em meio legível por computador são:
autor(es), título/subtítulo (da parte e/ou da obra como um todo), dados
da edição, dados da publicação (local, editor, data), nos mesmos pa-
drões recomendados para os modelos apresentados em 7.1 e 7.2. Em
seguida, devem-se acrescentar as informações relativas à descrição
física do meio ou suporte.
São, portanto, elementos essenciais para referenciar monografias ou
partes de monografias em meio eletrônico:
• autor(es);
• título/subtítulo (da parte e/ou da obra como um todo);
• dados da edição;
• dados da publicação: local, editor, data;
• informações relativas à descrição física do meio ou suporte.
Estabelece ainda a Norma:
7.3.2 Quando se tratar de obras consultadas on line, são essenciais
as informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os si-
nais < >, precedido da expressão Disponível em: e a data de acesso
ao documento, precedida da expressão Acesso em:.
1. Referência a enciclopédia:
INSTRUPEDIA: your interactive encyclopedia of instrumentation.
Microsoft Windows 95. Microsoft Corporation, 1993-1996. 1 CD-ROM.
2. Referência a parte de monografia:
OLIVE, Joseph P. The talking computer. In: HALs legacy: 2001s
computer as dream and reality. [Cambridge]: MIT Press, 1997. cap. 6.
Disponível em: .
Acesso em: 17 maio 1997.
8.10 PUBLICAÇÃO PERIÓDICA
A Norma estabelece:
Inclui a coleção como um todo, fascículo ou número de revista, volu-
me de uma série, número de jornal, caderno etc. na íntegra, e a matéria
existente em um número, volume ou fascículo de periódico (artigos
científicos de revistas, editoriais, matérias jornalísticas, seções, repor-
tagens etc.).
Portanto:
• coleção na totalidade;
• fascículo;
• número de revista;
• volume de uma série;
• número de jornal;
• caderno;
• matéria existente em um número;
• volume ou fascículo de periódicos;
• artigos científicos de revistas, editoriais, matérias jornalísticas,
seções, reportagens.
1. Coleção de revista:
IOB INFORMAÇÕES OBJETIVAS. Textos Legais. São Paulo: IOB,
2000. Mensal. Índice trimestral.
2. Artigo de revista institucional:
A Norma refere-se aos periódicos de instituições.
COMO ELABORAR REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 163Não se entende o uso de hífen depois do nome da revista, que a Norma
traz no exemplo.
MORHY, Lauro. A ciência no Brasil. UnB Revista-Revista da Universidade
de Brasília, Brasília, edição especial, jul. 2000.
VIEIRA, Sandra Medeiros. Uma pequena história do livro. Ciência Hoje das
Crianças: Revista de Divulgação Científica para Crianças-Revista da SBPC,
São Paulo, ano 13, nº 104, jul. 2000. ISSN 0103-2054.
3. Artigo de revista:
TOLEDO, Roberto Pompeu de. O carnaval como o juízo final. Veja, edição
1739, ano 35, nº 7, p. 142, 20 fev. 2002.
4. Artigo e/ou matéria de jornal:
São elementos essenciais:
• autor(es) (se houver);
• título;
• subtítulo (se houver);
• título do jornal;
• local de publicação;
• data de publicação;
• seção;
• caderno ou parte do jornal;
• paginação correspondente.
ALVES, Rubem. Sobre moluscos e homens. Folha de S. Paulo, São Paulo,
17 fev. 2002, p. A3.
5. Artigo de revista publicado eletronicamente:
SOUZA, Ailton Elisário de. Penhora e avaliação. Dataveni@, Campina
Grande, ano 4, nº 33, jun. 2000. Disponível em: . Acesso em: 31 jul. 2000.
Matéria de revista não assinada, publicada eletronicamente:
PROCURADORES do caso Eduardo Jorge vão depor no Senado. Veja
On-line, São Paulo, 7 ago. 2000. Disponível em: .
Acesso em: 12 ago. 2000.
164 NATUREZA DO CONHECIMENTO E DO MÉTODO CIENTÍFICO7. Matéria de jornal assinada, publicada eletronicamente:
BETING, Joelmir. Volta por cima. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 9 mar.
2001. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2001.
8. Matéria de jornal não assinada, publicada eletronicamente:
DIRETOR diz que revista se baseou em três fitas. O Estado de S. Paulo, São
Paulo, 9 mar. 2001. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2001.
As referências de documentos eletrônicos seguem, em geral, o modelo de
referências bibliográficas, acrescentando-se informações relativas à descri-
ção física do meio ou suporte.
Para as obras consultadas on-line são essenciais as informações sobre o ende-
reço eletrônico, apresentado entre , precedido da expressão: Disponí-
vel em: e a data de acesso ao documento, precedida da expressão: Acesso em:
Exemplos:
MUELLER, S. P. M. A pesquisa na formação do bibliotecário. Disponí-
vel em: . Acesso em: 9 ago. 2000.
8.11 TRABALHO APRESENTADO EM CONGRESSO
Para referenciar trabalhos apresentados em Congresso, seguir o modelo
exposto a seguir:
FIGUEIREDO, Carlos. A linguagem racista no futebol brasileiro. In: IV
CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DO ESPORTE, LAZER E
E D U C A Ç Ã O F Í S I C A . R i o d e J a n e i r o , 1 9 6 8 . D i s p o n í v e l e m :
. Acesso
em: 14 abr. 2000.
8.12 LESGISLAÇÃO
A NBR 6023:2000 estabelece:
7.7.1.1 Compreende a Constituição, as emendas constitucionais e
os textos legais infraconstitucionais (lei complementar e ordinária,
medida provisória, decreto em todas as suas formas, resolução do
COMO ELABORAR REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 165Senado Federal) e normas emanadas das entidades públicas e priva-
das (ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço, instrução
normativa, comunicado, aviso, circular, decisão administrativa, entre
outros).
São elementos essenciais:
• jurisdição ou cabeçalho da entidade;
• título;
• numeração;
• data;
• ementa;
• dados de publicação.
1. Constituição Federal:
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Bra-
sil. 16. ed. São Paulo: Atlas, 2000. Organizada por Alexandre de Moraes.
2. Emenda Constitucional:
BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº .... , de ... de
.......... de 199.... Dá nova redação ao art. ... da Constituição Federal,
alterando e inserindo parágrafos. São Paulo: Atlas, 2000.
3. Medida Provisória:
BRASIL. Medida Provisória nº ............, de .... de .............. de 200 ..... Esta-
belece ..................................................................., e dá outras providências.
Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, ........2001. Seção 1,
p. ......
4. Decreto:
BRASIL. Decreto nº 71.790, de 31 jan. 1993. Institui o Ano Nacional de
Turismo e dá outras providências.
5. Código:
BRASIL. Código civil. Organização de Sílvio de Salvo Venosa. São Paulo:
Atlas, 1993.
166 NATUREZA DO CONHECIMENTO E DO MÉTODO CIENTÍFICO6. Jurisprudência (decisões judiciais):
BRASIL. Tribunal Regional Federal. Região .... Apelação cível nº .........
Apelante: ....... Apelada: .......... Relator: .......... São Paulo, ...............
2001. São Paulo, ..........., v. ...., nº .........., p. ........., ........ 2001.
BRASIL. Suplemento Tribunal Federal. Súmula nº .... Não é admis-
sível por ato administrativo restringir..... São Paulo: Atlas, 2001.
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
Fonte: http://www.comunicacaoecrise.com/pdf/Normas%20ABNT.pdf
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